A utilização da informática na educação brasileira, então, vem também como influência da educação em outras culturas. Na década de 80, chega o movimento que denominou-se de Filosofia e Linguagem LOGO. Papert (1980), um educador e pesquisador que acredita ser o computador um instrumento que pode catalizar conceitos sofisticados, permitindo ao aluno trabalhar estes conceitos de forma simples e lúdica, desenvolveu uma linguagem de programação para crianças, onde tal trabalho seria facilitado.
Outro movimento forte, dentre tantos que surgiram na Informática Educativa, é o que defende o ensino do instrumento apenas. Para estes, dado que a sociedade precisa de profissionais com formação em uso de computadores, é preciso que a escola se preocupe em ensinar o instrumento (a máquina e o uso dos softwares de mercado, tal como Processadores de Texto, Planilhas Eletrônicas etc).
Em nossa opinião, o aprendizado da máquina ou de softwares específicos deveria ser feito ao mesmo tempo em que trabalha-se processos de raciocínio e os conteúdos no software. Por exemplo: como ensinar alguém a obter um gráfico de barras na planilha eletrônica, se ele não tem idéia do que seja um gráfico de freqüência como é o de barras? O aluno estará aprendendo apenas o algoritmo de como obter o gráfico, como apertar botões, que ele não conhece. Seria mais interessante, do ponto de vista educacional, se ele compreendesse o que é um gráfico de freqüência, ao mesmo tempo em que ele aprendesse a usar a planilha. O uso da informática como instrumento pedagógico, parece-nos uma discussão mais importante, porque antes de nos colocarmos contra ou a favor do uso de algum material didático-tecnológico na educação, é preciso ter noção do seu potencial, assim como dos possíveis usos.
Neste intuito, vamos relatar duas experiências de ensino-aprendizagem desenvolvidas numa turma de pós-graduação em Educação e com os próprios participantes do Verão no Campus, para explorar as concepções sobre avaliação e média ponderada. Vamos descrever primeiro a atividade trabalhada com o público. Foi dada a seguinte problemática: "Uma comissão de seleção de professores precisa definir os pesos de cada prova do concurso (escrita, títulos, e didática), para publicar um edital. Para definir os pesos a comissão resolveu montar uma planilha (eletronicamente) com candidatos fictícios para simular os efeitos das notas de cada candidato. Use a planilha variando os pesos a fim de definir quais pesos seriam mais justos para cada prova".
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